sexta-feira, 24 de abril de 2009

SUSAN BOYLE É FEIA OU SOMOS NÓS?






Essa foi a frase que um tablóide inglês colocou sobre a mulher de 47 anos, moradora de um vilarejo, segundo ela, no interior da Escócia. Quando ela entra no "ídolos" britânico em Glascow, ninguém dava nada por ela. E mais: a zombavam, pela sua estética caída, sombrancelhas com cara de nunca feitas, um andar desconsertante e feio:


- Qual o seu sonho, Suse?


- Ser uma cantora profissional.


- E por que não deu certo até agora?


- Nunca me deram uma chance antes, espero que isso mude.


- E qual sua modelo de sucesso?


- Elaine Paige (enquanto ela fala, todos a zombam sem parar, com risadinhas cruéis).


Antes, nos bastidores, ela diz:


"Vou fazer essa platéia tremer!!!"





E não é que ela realmente consegue fazer a platéia tremer, começando por dentro, como se fosse um terremoto, que sai das profundezas da Terra, com um silêncio e depois, ao chegar à superfície, se ecoa e arrasa tudo. Assim foi a reação das pessoas, ao ouvirem APENAS a primeira estrofe da Susan: SONHEI UM SONHO COM O TEMPO JÁ ACABADO... Os jurados não viram algo desse tipo! Pensaram em ver algo desastroso, super engraçado, mais uma para ser escurraçada e humilhada. Quebraram a cara!




Me pergunto: será que para se ter talento, é preciso basicamente ter uma boa vestimenta, ter uma silhueta de dar inveja, ter um namorado lindo (ou simplesmente ter um namorado ou esposo)? Humanidade falha! Vejam essa mulher, mora sozinha com seu gatinho de estimação, semi-anafalbeta, se diz nunca ter beijado ou namorado, para cuidar da mãe doente, dona de uma voz lírica e surpreendente! Temos muito que aprender uns com os outros!


Vejam o vídeo na íntegra no Youtube e ponham um babador no seu busto por que até eu me surpreendi e me arrepiei!
Essa vida me surpreende mesmo!!




sábado, 4 de abril de 2009

PAUSA E POESIA

restos de ontem não amanhece o dia & o melhor de tudo é deixar acontecer pra ver que sol vai dar, qual o caminho que aponta a inspiração & por qual canção inaugurar o silêncio da manhã. sedução de calma & poesia. nenhuma pressa me interessa. a cidade que mora em mim não se desespera. não atravessa o farol fechado, não faz o sinal da cruz & não paga pecado. nem inferno & nem paraíso, afinal, todo juízo é pouco & quando muito, exagera. contemplações à parte. preciso & necessário é reinventar a paisagem mesmo sendo simples viagem do infinito possível. acredito & levo fé. não se constrói nenhum futuro sem estar no presente. utopia não é teoria na selvageria onde brigam o querer & poder em vias de interesses & pretensões, mas sim um arco teso disparando setas cujo alvo é & sempre será a paz & o amor. digo sim, o riso & o risco na mesma companhia, desgarrados & de boca em boca, de voz em voz, o mesmo canto. a mesma surpresa da concepção & a mesma plasticidade. idade de perdurar a maravilha do sonho sobre a vida. digo amém a quem possa interessar a sintonia dos elementos poéticos que vivem em ondas de considerações, entre muitas vozes, criando elos de celebrações & encantamentos. digo sim a todos que repartem existência & convivência estimulando a reflexão entre a vida & a arte. pausa para olhar & ver & descobrir a poesia como o óbvio do novo, refazendo a festa, a farra & segurando a barra nas freqüências das paixões.


zhô bertholini